Os agricultores do município de Dom Expedito Lopes se revoltaram durante uma palestra sobre o programa Garantia Safra nesta sexta (12). Eles protestavam cotra o não pagamento do seguro após a perda de suas lavouras. Anualmente, todos os municípios são convidados para contribuírem com um fundo, utilizado para garantir os recursos necessários ao atendimento dos agricultores que perderem a safra nos municípios que tiveram secas ou excesso hídrico.
Durante a palestra a um grande número de agricultores, o coordenador do garantia safra no Piauí, Mathias Cabral, tentou explicar como funciona o programa. De acordo com Cabral, ‘‘é necessário que os agricultores procurem se informar o máximo que puder a respeito desse programa, tendo em vista que não é um benefício social, mais sim um seguro’’.
A visita de Mathias Cabral á Dom Expedito Lopes se deu também pelo fato de no ano de 2002-2003 o município ter aderido ao garantia safra, com 443 agricultores que pagaram na Caixa Econômica uma taxa de R$ 6,00, no mesmo ano, o que lhes daria direito a receber o seguro. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a perda na produção agrícola do município foi de 83,54%, a maior dos últimos anos.
Diante disso, os agricultores teriam direito de receber um total de R$ 475 cada um, dividido em cinco parcelas de R$ 95. Ainda de acodo com Cabral, ‘‘em registro do programa daquele ano está constando que estaria disponível para o município um total a ser pago de R$ 210.425’’, mas esse dinheiro nunca chegou ao bolso dos agricultores.
Muito revoltados e mostrando os comprovantes da Caixa Econômica, os agricultores exigiram que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais buscasse mais informações sobre o caso e entrasse com um pedido para que o Ministério Público apure o caso e esclaresça a verdadeira causa deles não terem recebido o seguro.
Daniel Jorge - de Dom Expedito Lopes