
Artesanato utiliza produtos variados mas o forte é o buriti
O município de Boa Hora vem se destacando na produção artesanal. Os artesãos boahorenses produzem uma variedade de peças.
Os trabalhos vão desde peças decorativas até utilitárias como móveis e utensílios. A forte tradição cultural do reisado influencia o artesanato local e a palmeira de buriti é a principal matéria prima.

Do buriti vêm peças decorativas e utilitárias
Da palmeira vem o fruto muito usado na produção artesanal de doce do buriti. Em todo o município é possível encontrar famílias que se dedicam à produção das iguarias. Dele também vem o suco, ou sebereba, como preferem os nativos.
Mas, outra utilização dos derivados da palmeira de buriti, está no rico artesanato local. Do buriti vem a gaiola, quadros, jarros, vasos, telas miniaturas de bois e uma infinidade de peças.

A mobília também é confeccionada a partir do talo do buriti
“O próprio boi fama, como é os bois de pano da folia de reis é confeccionado a partir do talo da palmeira muito comum nos brejos da região”, explica Frank Ribeiro, locutor, radialista e secretário de comunicação da Prefeitura.
Uma parceria entre o Serviço Social do município e o Sebrae garantiu treinamento dos artesãos. A primeira-dama, dona Ribinha Mourão, tem dado um incentivo especial ao artesanato boahorense.

Feirinha atrai a atenção do visitante
Uma pequena mostra do trabalho pode ser vista numa feirinha montada no entorno da arena onde acontece, neste domingo à noite, o XI Festival de Reisado da Boa Hora, no centro da cidade. E as peças embora bem trabalhadas e ricas em detalhes, são comercializadas a preços populares. É possível comprar um chaveiro a R$ 2 ou uma miniatura de boi por R$ 10.
“A criatividade e dedicação dos nossos artesão são tamanhas que alguns já foram reconhecidos pela Fundação Cultural do Estado e possuem até carteira”, explicou Ribinha Mourão.

Quadros e painéis feitos pelos artesãos da Boa Hora
Raimunda da Silva Ferreira, dona Mundiquinha é a artesã mais conhecida e dedicada do município. Na feirinha, a maioria das peças foi confeccionada por ela.
“Esse é o meu passa-tempo, a minha arte. Me realizo produzindo peças que tratam a nossa religiosidade e a nossa cultura”, explica.