Por Jailson Rodrigues
Foto: Reprodução
Os esforços para combater o tráfico de marrecas em Miguel Alves é quase inexistentes, e o mesmo só acontece quando os compradores das aves são alvos de perseguições políticas, fato bastante comum no município. Além o Rio Parnaíba, o tráfico das marrecas também é bastante comum na zona rural nas proximidades de açudes e lagoas, e a captura é feita de forma cruel, já que os traficantes amarram tarrafas, que geralmente são usadas para a pesca de peixes, para poder pegar uma maior numero de aves.
As tarrafas usadas no crime são amarradas em árvores, e para provocar a revoada os traficantes usam espigadas ou rojões, fazendo com que as mesmas caiam direto na armadinha. Uma pequena parte das marrecas capturadas vão para nos bares e restaurantes de Miguel Alves, já as vivas são levadas para Teresina, capital do estado e para o Maranhão, onde são vendidas no tráfico negro e levadas para outros destinos.
Um trabalhador rural que não quis se identificar, por conta de possíveis represarias, disse um tira gosto de marreca é vendido nos bares de R$15 a R$20 reais. “Numa única armadilha é possível capturar cerca de 20 aves”, disse, afirmando ainda, que para fugir das fiscalizações os traficantes usam desvios para não passarem nos postos da Polícia Rodoviária e da SEFAZ, eles também utilizam canoas para atravessar com as aves para o lado maranhense.
Na semana passada uma famosa churrascaria de Miguel Alves foi multada por servir a ave para os clientes, mais o fato não alegra os moradores, já que o dono da churrascaria só foi denunciado por conta de questões políticas.
Apesar de está em extinção, à marreca é encontrada no município com facilidade, fato que contribui com a ação dos traficantes. A Multa para quem for pego com apenas uma marreca é de R$ 5 mil reais, vinte vezes o valor que a ave é vendida no mercado negro. No mês passado, fiscais do IBAMA apreenderam 449 espécimes de marrecas em uma residência de Parnaíba, no litoral do Piauí, o único problema na apreensão é que muitas aves são encontradas com machucados graves e não podem ser devolvidas para o habitat natural.