
Quando Fúria de Titãs foi lançado em 2010, o filme não era lá essas coisas, Mas seguiu à risca, seu filme homenageado, o clássico de 1981, com efeitos especiais do mago Ray Harryhausen.
Havia um bom mito grego, Perseu (Sam Worthington), ação até regular e claro, muitos efeitos especiais. Neste novo filme em cartaz há cerca de um mês em Teresina – Fúria de Titãs 2 (EUA, 12), assisti ao filme sozinho na sala, uma coisa que há tempos não acontecia.
O filme tenta sanar os erros dos Imortais (11) exibido recentemente e uma verdadeira catástrofe, quando se trata de homenagear a mitologia helênica. Aqui, Perseu, um dos filhos de Zeus (Liam Neeson) cria o filho sozinho e mais uma vez é chamado pelo poderoso pai para lutar contra Hades (Ralph Fiennes) e seu outro filho rebelde, Ares, o Deus da Guerra, numa boa composição de Edgar Ramirez.
Pena que o filme de tão curto (cerca de uma hora e meia) não faz jus às tramas gregas, tudo é rápido demais: em cerca de 10 minutos, o nosso herói já está começando sua saga, encarando ciclopes, minotauro e o próprio Ares, além de lutar contra
Cronos, o titã que quer destruir o mundo numa vertiginosa criação digital que chega a assustar.
Quer dizer, é muito videogame para nosso cérebro cinéfilo e como se não bastasse, a volta da amizade de Zeus e Hades é no mínimo, ridícula e de pouca credibilidade.
Só se salva mesmo a ação, com closes alucinantes e sangue aparecendo no rosto dos combatentes, uma cortesia do diretor Jonathan Liebesman de outro bom filme ruim – Invasão de L.A. Por isso, esse filme será ótimo, quando passar na Sessão da Tarde, num dia tedioso de verão.